
“Foi
um Rio que Passou em minha Vida!”
A visão sobre um Congresso de Pedagogia Espírita
em Santos
7,8,9,10 de Setembro de 2006
O
II Congresso de Pedagogia Espírita começou desde
a discussão sobre o que levar para compartilhar
com os colegas espíritas do Brasil. Mesmo não
havendo coragem de estruturar um conteúdo
específico só a discussão já valeu pelo retorno
ao Movimento de Educadores espíritas. E, lá no
Congresso, percebemos o quanto isso é
importante, individualmente e coletivamente.
Fomos para receber. E recebemos bem mais do que
esperávamos. Os pesquisadores que apresentaram
as experiências do passado da Educação Espírita,
desde Barsanufo até tempos mais próximos foram
significativos. Aliados a eles, tivemos contato
com os educadores que hoje vivenciam ou procuram
vivenciar a Educação Espírita nos seus mais
variados campos de atuação: Casa Espírita, Casa
dos Espíritas e Escolas (espírita ou não).
Recebemos alguns convidados que nos apresentaram
um pouco da História da Escola da Ponte
(Portugal), a experiência de
Janusz Korczak (Polônia), a vida e obra de Montessori (Itália).
Além de oficinas onde podemos ver de mais perto
estes pesquisadores, (inclusive o Professor Ney
Lobo, primeiramente o mais ovacionado pela sua
postura em defesa da história e da luta da
Educação Espírita de sobreviver.
Particularmente, eu me reservo a lembrança, com
lágrimas, de um arauto não apenas da Educação
Espírita, mas, sobretudo da Educação no seu
âmbito Geral – parece que o Professor é mais
conhecido e respeitado no resto do Brasil que no
estado do Paraná. Muitos consideram que o
Movimento Espírita Paranaense é privilegiado por
poder contar com um educador da envergadura
dele.
A estratégia de autenticação do Congresso foi
muito boa, pois havia muitos Doutores, Mestres,
Especialista, Professores, Educadores, todos em
busca de uma fundamentação que os possibilite
modificar a realidade caótica que eles
enfrentam. As comunicações completaram a
diversidade de uso da própria Pedagogia
Espírita, houveram casos relatados de sua
utilização em escolas públicas, sem
proselitismo, sem demérito à escola e muito
menos à Doutrina Espírita.
Concluindo. Faz bem para o ego de um professor da rede
pública saber que ele não está sozinho, que
mesmo em Minas, Pará, Ceará, Goiás, Pernambuco
existem pessoas que enfrentam as mesmas
dificuldades e estão dispostos a compartilhar.
Oferecem ajuda, nem que seja para ouvir. As
conversas no cantinho, no cafezinho, bebendo
água, nos corredores, nos momentos de espera
foram importantes para se conhecer quem é hoje o
Educador Espírita. Ele o é no plural.
Concluindo2. Para mim foi muito bom. Revigorei forças, não
vou mais pedir exoneração, vou continuar na
escola pública e buscar utilizar as orientações
que estão surgindo no Movimento dos Educadores.
Pois os que vêm de fora, nos elogiam; o polonês
quer trazer uma caravana para aprender com a
Pedagogia Espírita, no Brasil. O José Pacheco,
da Escola da Ponte, está entusiasmado com a
ousadia da Pedagogia Espírita, a Doutora que
falou de Montessori referenciou a Pedagogia
Espírita. Um novo momento está se formando para
a história do Movimento Espírita no Brasil e no
Mundo, isso mesmo, um dos palestrantes falou do
interesses de outros países em conhecer esta
proposta que está surgindo.
VALNEI FRANCISCO DE FRANÇA
Assessor Pedagógico do Portal Dia a Dia Educação
Centro de Excelência em Educação Tecnológica do
Paraná
|